sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Apenas pensamentos aleatórios...

- O que o preocupa?
- Como se você já não soubesse.
- Pensa nela, é isso?
- Sim, mas não em uma "ela" específica.
- Olha, eu acho, só acho, que neste momento, existe uma ela em quem você pensa com mais frequência.
- ...
- Então tá, sabe que hora ou outra você terá de encontrar uma pessoa para compartilhar sua existência, mas não deve devotar toda sua atenção a isso no momento. Aliás, não tinhas decidido por terminar sua existência sozinho, abraçando assim seu maior medo?
- Foi uma decisão momentânea, um lapso depressivo por assim dizer.
- Mas tudo o que tinhas decido fazer, está cancela então? é isso?
- Não, apenas a ultima parte. Ainda pretendo realizar muita coisa, pode ser algo sem importância global, mas é importante para mim.
- Você tem medo. Medo de muitas coisas, medo da vida me atrevo a dizer.
- Explique.
- Você quer que eu fale mesmo, não é? Mesmo sabendo de antemão a conclusão, insiste que eu fale aquilo que você sabe. Isso me soa como uma necessidade patológica de algum tipo de aprovação para suas decisões, como se não confiasse inteiramente  em suas escolhas. Interessante... mas voltando ao seu medo da vida, o que estou afirmando é que você racionaliza em demasia os fatos de sua vida, e acaba esquecendo de viver em si. Por exemplo, você já vislumbrou diversas possibilidades de futuros seus, mas se recusa a convidar uma garota para sair temendo uma recusa. não vou nem me aprofundar ao  fato de você não estar completamente desenvolvido emocionalmente, mas isso explica muita coisa sobre você.
- Então eu evito me relacionar amorosamente com alguém por não estar pronto para isso?
- Sim, e lembre que essa é primeiramente uma conclusão sua, não minha.
- Certo, não vou discutir isso.
- Voltando  ao assunto, eu sinceramente não entendo isso de você eliminar emoções, como é não sentir ciúmes, inveja? Até  mesmo raiva você está tentando não sentir, porque?
- Em algum momento, meu eu racional tomou conta de mim,e seria irracional nutrir sentimento de posse por uma pessoa, ser incapaz de sentir-se feliz pelo sucesso de outra pessoa. Quanto a não sentir raiva, creio ser um passo necessário rumo à iluminação, deixando minhas emoções primitivas em ultimo plano, assim o mais puro dos sentimentos pode emergir sem ser maculado. Eliminando   minhas emoções posso compreender efetivamente o amor.
- Amor não se compreende, se sente. Ele não pode ser equacionado, mesurado, ele é uma força estranha e poderosa que age em todas as criaturas do multiverso, você bem sabe disso. Além disso o medo não é ruim, ficar paralisado de medo é que é realmente ruim.
- Contra isso não posso argumentar.
- Faça assim, feche seus olhos (metaforicamente) e se deixe cair no desconhecido, vai doer algumas vezes, em outras viverá em êxtase, mas certamente será um jornada muito mais interessante do que conhecer o caminho a ser trilhado. Deixe que o único acima guie seus passos, ele sabe o melhor.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Nuvem de probabilidades

- você não acha que isso é um tanto ... estranho?
- explique estranho.
- o fato desta conversa existir, sem falar na razão
- que razão?
- justamente isso que eu pergunto: que razão há para essa conversa existir?
- ora, isso é apenas uma conversa entre amigos, nada de mais.
- nada de mais hein. e o fato de isso existir apenas em sua cabeça não muda nada?
- isso é irrelevante, sem contar que isso ajuda imensamente eu manter minha sanidade, sem falar de outras vantagens.
- sério? manter a sanidade? manter a sanidade conversando com uma voz em sua cabeça, que você sabe perfeitamente que é fruto das flutuações elétricas em seu cérebro.
- o que isso tem de errado? quando crianças, todos falamos sozinhos, temos amigos imaginários, por que um adulto não o pode?
- por que isso foge à curva de comportamento padrão, como você gosta de dizer.
- admito que estou ligeiramente fora da curva padrão, mas isso meio que foi uma escolha minha, ou não.
- já vi que não vamos chegar a um consenso. voltando um pouco, quais seriam as vantagens de conversar com a voz em sua cabeça?
- poder ver as coisas de perspectivas diferentes, analisar as situações de vários pontos de vista, discutir para chegar a um consenso sobre como agir.
- para isso você tem seus amigos, para discutir, analisar, jogar conversa fora, enfim, essas coisas.
- sim, eu sei disso, entretanto nem sempre os poderei consultar, sem contar que eles não possuem as informações que possuímos, e sob este ponto de vista, conversar com alguém tão intimo economiza bastante tempo...
 
 

- você sabe que isso é ciclo, não é?
- explique.
- você vive entre os humanos, não compreende-os por eles não serem lógicos, então se afasta deles e passa a observar seu comportamento. Algum tempo depois, você não os consegue compreender por estar afastado deles, então se afasta mais ainda e passa a vê-los apenas como estatísticas, apenas flutuações em uma nuvem de probabilidade...
- Confesso que na verdade eu deveria estar trabalhando, mas estou momentaneamente sem inspiração para escrever um dano moral razoável.
- Então, por estar sem inspiração para escrever, você vai escrever, é isso?
- Sim e não.  Sim estou escrevendo por a inspiração me faltar neste momento para a escrita, e não estou a escrever por não ter inspiração, são caminhos diferentes que o pensamento toma. Meu escrever de trabalho depende de minha mente estar focada no processo, enquanto que meu escrever por escrever, surge de deixar a mente vagar.
- Isso é ilógico.
- De certa forma sim, pois se eu decidisse focar meus pensamentos apenas no trabalho a ser feito, o trabalho seria feito. (pareceu melhor quando pensei que quando escrevi...)
- Então tu não deverias retornar ao labor? focar-se em seu trabalho?
- O sensato seria isso, mais já faz algum tempo que não deixo simplesmente meus dedos escreverem o que minha mente dita e não o que deve escrever. são momentos em que meus eus aparentam estar em harmonia,  não são para se desperdiçar ;-)
- E tu aproveita esse momento de rara paz para escrever coisas sem sentido? ¬¬" nooossa que emocionante.
- Vou fingir que não notei seu sarcasmo, mas sim escrevo coisas sem muito sentido pois é assim que parte de minha mente funciona, com associações aleatórias de fatos sem importância isolados.
- Eu lembro de um tempo em que você não fugia em pensamento tão facilmente, um tempo em que podia manter o foco em um objetivo por éons e você tinha uma paciência muito maior que agora. o que houve com aquela pessoa?
- Futuro, passado, presente, será que eu fui ou serei como você descreve?  as flutuações espaço-temporais são tão fascinantes! deixando de lado meus devaneios, eu mudei, sei disso, lembro das configurações anteriores de meu cérebro, chega a ser estranho analisar os estados anteriores de minha mente, sinto-me apertado, sem mobilidade, parece que estou estudando a mente de outra pessoa, não parece ser eu mesmo.
- Bizarro.
- Essa é uma das palavras que eu poderia utilizar para descrever esse sentimento. Não tenho informações de outras pessoas que estudem a si mesmas, afinal a maioria delas não tem razões para fazê-lo, então...
- Então?
- Então em meu universo, sou a única pessoa que tem a si mesmo como campo de estudo, como cobaia. Não é algo muito sensato de se fazer no final das contas.
-  Porquê você o faz então, se reconhece que é uma atitude pouco inteligente?
- Pois sou fundamentalmente humano, o apetite pelo desconhecido, as perguntas sem respostas fazem parte de mim, bem como cometer atos reconhecidamente estúpidos, não que os seres humanos sejam pouco inteligentes, mas hora ou outra podemos fazer uma monumental burrada. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O tempo passa, o tempo voa...

Segunda-feira agora (31/03) foi meu aniversário, e devo dizer que me sinto ligeiramente diferente, mas o mesmo. Explico, pessoalmente não tenho o hábito de chorar quando sinto emoções positivas, no entanto este ano foi diferente, recebi uma ligação de minha mãe por volta das 08:35, me desejando feliz aniversário e tudo mais, confesso que senti um aperto no peito por conta do tom da voz dela, cheguei a deixar correr algumas lágrimas. A noite, festejei junto a minha família e quase deixei correr as lágrimas novamente. No dia 01/04 alegrei-me junto a meus amigos de longa data comendo pizza e jogando conversa fora. No dia 02/04 foi aniversário de minha irmã e pelo simples fato de tentar escrever uma mensagem, quase fui ás lágrimas novamente.
Às vezes me pego pensando sobre mim mesmo, não lembro se já o disse mas considero-me meu mais apurado campo de estudo. Surpreendo-me ao ver o quanto minha mente era diferente do que é agora, como minha compreensão do universo e tudo mais era distinta, penso que minha mente era espacialmente menor, sorrio brevemente ao lembrar de como pensava, falava, sentia... não digo que fiquei melhor agora, apenas diferente, afinal o dever moral de um ser superior (mental ou intelectualmente) é conduzir aquele que não dispõe de tal entendimento à luz do conhecimento, mesmo que tal ser seja eu mesmo :-)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Fecho meus olhos e deixo a mente vagar por locais desconhecidos...

Fecho meus olhos e deixo a mente  vagar por locais desconhecidos, vejo a minha frente mundos antes nunca vistos, paragens idílicas onde apenas o sonho ousou tocar, descortinam-se universos de luz emergindo das trevas primervas.
Sinto em meu corpo cada átomo do universo, toco as estrelas, estou nelas e elas em mim, em uma fração de segundo de tempo imensurável posso sentir toda a existência, inicio, fim e meio simultaneamente  passam através de meu corpo que já não mais existe fisicamente.
Estou vivendo cada instante da história da terra, estou no princípio deste planeta, movo-me violentamente com o fogo e com a lava primeira, sinto-me aos poucos resfriar e umedecer. As águas cobrem-me grande parte de meu corpo, passado uma infinidade de tempo, sinto a vida a pulsar em e sobre mim. Presencio o surgimento de toda a vida na terra, sua transformação.
Sofro com as sucessivas extinções,  alegro-me imensamente com o renascimento da vida, após incontáveis eras, surge uma nova espécie, sou eu, somos nós humanos surgidos nas savanas do que logo será conhecido como África.
Em um piscar de olhos, avanço rumo ao futuro incerto, onde aquela espécie tão bela extinguiu-se muito tempo atrás, vislumbro nosso sol, que por éons incontáveis iluminou e aqueceu a terra, morrer lentamente, explodir e expandir-se em uma gigante vermelha engolindo nosso planeta. Movo-me para além do espaço-tempo quadridimensional e vejo as estrelas apagando-se uma a uma lentamente, a entropia venceu. Ao assistir a última estrela apagar-se lembro de quando tudo surgiu, quando o universo veio a existência, lembro com carinho de cada sol que surgia, dos planetas que nasciam circundando-os...
Abro meus olhos

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Procura-se um amor... ou novos tempos

Hoje no ônibus, naquele momento entre o sono e a consciência, cheguei a algumas conclusões:
1 - deveria nomear isso como um anuário, visto que só o atualizo a cada ano;
2 -  existem diferenças mui grandes entre o que meu eu emocional deseja e o que meu eu racional crê ser plausível. Meu eu emocional anela por ter alguém a seu lado e teme findar essa existência solitário, já meu eu racional pensa que me habituei a viver sozinho, reflexo de ter por assim dizer, terminado meu desenvolvimento psíquico sem a presença de pais ou irmãos, e com contato insuficiente com  outras pessoas.
Admito que ambos possuem argumentos válidos, entretanto tenho de argumentar que não tenho tolerância a futilidades e assuntos mundanos, o que infelizmente  embasa o entendimento de boa parte das pessoas, não só as garotas mas as pessoas em geral estão mais preocupadas com seus umbigos que em evoluir mental e emocionalmente.
Tomo como exemplo bem claro disso o fato de as pessoas terem perdido a mínima noção do ridículo, pois querem sair para a balada pegar geral e exigir que o outro aceite e não faça o mesmo
Entendo que como ser que almeja evoluir, devo demonstrar compaixão para com aqueles que não estão iluminados. Sei que é um comportamento que demonstra soberba e superioridade de minha parte, e por isso estou buscando eliminar de mim tais sentimentos, para poder ter uma contemplação plena do mundo, sem julgar ou condenar qualquer pessoa.

Ainda no mesmo ensejo, na semana passada, estive com alguns amigos de longa data, conversamos sobre diversos assuntos, dentre os quais o atual estado de algumas coisas. Por exemplo, alguns anos atrás, nos reuníamos na praça para jogar RPG e conversar, tinham as rodas de ROCK, crianças corriam pelo lugar. Hoje presenciamos algumas daquelas crianças rebolando e dançando em uma roda de FUNK, algo que nem em minhas previsões mais pessimistas havia contemplado. Os pré-adolescentes ultimamente tendem a iniciar sua adultização cada vez mais cedo, sem claro querer as responsabilidades inerentes a vida adulta.
Mui vezes me sinto como se pertencesse  a outra época, uma época onde as coisas faziam sentido, sinto-me deslocado temporalmente com relação ao mundo em que vivemos hoje. Bem, outrora mais escreverei.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

As sem-razões do amor


Carlos Drummond de Andrade

 

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

 

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

 

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

 

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Profissão professor ou adeus professor(a)?


O mundo contemporâneo está marcado pelos avanços na comunicação e na informática e por outras tantas transformações tecnológicas e científicas. Essas transformações intervêm nas várias áreas da vida social, provocando mudanças econômicas, sociais, politicas, culturais, afetando, também, as escolas e o exercício profissional da docência. 

O texto aborda uma temática muito presente na vida do professor: será que com tantos meios de informação o professor ainda é necessário em sala de aula?

Somos apresentados a diversos questionamentos e pensamentos de teóricos da educação a cerca da utilização de tecnologias em sala de aula, como vídeos, apresentações multimídia, filmes, entrevistas em áudio e muitas outras formas pelas quais o educando pode absorver informações.

O professor deve utilizar essas ferramentas, mesmo correndo o risco de ser sobrepujado por elas ou por seus alunos? Sim, o professor deve utilizar-se de todos os meios disponíveis para a facilitação do processo de ensino-aprendizagem em sala de aula, pois hoje vivemos em um mundo onde a informação contida em um livro didático escrito a um ano digamos, já está em muito defasada, e o educando dificilmente se irá contentar em ficar lendo um livro ou assistindo a uma aula onde somente o professor “detêm o conhecimento”. Ambos, aluno e professor vivem em um mundo policromático, polifônico, por que então devemos relegar a segundo plano as informações, as experiências de vida de cada um em sala, cada pessoa é um universo único a ser explorado, a ser descoberto, cabe ao professor fazer a ponte entre os saberes que os alunos trazem de suas vivências, e o que os livros apresentam. O professor deixa de ser o detentor do conhecimento e converte-se em mediador, levando os alunos a pensarem criticamente seu dia-a-dia, seu impacto no mundo em que vivem, ou seja, o professor ou educador tem por missão dar uma profundidade emocional e reflexiva a todos os temas abordados em sala de aula.

Entretanto, ao se colocar tantas responsabilidades nos ombros do professor, devemos nos perguntar: estamos formando professores aptos a formarem alunos críticos, alunos capazes de ler criticamente e reflexivamente seu mundo? Ou estamos apenas formando “repassadores de conhecimento” que simplesmente repetem aquilo que tiveram de decorar na universidade, sem uma dimensão crítica dos temas e conteúdos apresentados? O aluno-professor está capacitado a utilizar os diversos meios de informação com fins de levar seus alunos a refletir sobre como eles interferem no mundo e como o mundo os afeta? Infelizmente em muitos casos as respostas são desanimadoras, pois já existem poucas pessoas que se dispõem para a licenciatura, e ao término do curso, se deparam com a dura realidade, falta de estruturas nas escolas, não valorização profissional, salas lotadas que impedem o melhor aproveitamento dos temas apresentados, são diversos problemas que o professor terá de enfrentar em sua vida de docência, pois não houve um preparo eficiente para lidar com todas as diversas situações a que estará exposto o educador.

Para que possamos formar cidadãos conscientes de seu papel ante o mundo, devemos esquecer a ideia de que a escola detém o monopólio do saber, e aceitar que a educação ocorre em muitos lugares, nos meios de comunicação, nas empresas, nos clubes, nas academias de ginástica, nos sindicatos, na família, na roda de amigos, na rua, enfim, onde quer que o aluno interaja com o outro. A escola deve deixar de ser apenas transmissora de informação pronta e transformar-se em um lugar de análises críticas da informação, onde se possibilite que o aluno atribua significado a informação que foi captada nos livros didáticos, na televisão, nos jornais, na conversa com os amigos, em vídeos. Trata-se de capacitar os alunos a selecionar informações, mas sobretudo, saber pensar de modo reflexivo.  

Nessa nova escola, o professor criará condições cognitivas e afetivas que ajudarão o aluno a atribuir significados às informações e mensagens recebidas das mídias e das variadas formas de interação urbana. Uma nova escola requer um professor capaz de ajustar-se as novas realidades do conhecimento, do aluno e dos meios de comunicação. O professor será um mediador entre o aluno e matéria apresentada, levando em consideração os conhecimentos, a experiência e os significados que os alunos trazem para a sala de aula, suas capacidades, seus modos de pensar, seus interesses. O professor propõe problemas a serem resolvidos, dialoga, questiona, ensina os alunos a argumentar e consequentemente a aprender, ao trazer para a sala os sentimentos, o pensar, a realidade vivida por cada um ali presente, ligando o conhecimento cientifico que o tema propõe com o cognições praticas, ou seja, compreender a realidade para tranformá-la.

sábado, 9 de junho de 2012

O que ainda sinto?...

Tenho pensado muito em minha ex-namorada desde que nos conhecemos.  estivemos juntos por pouco tempo, mas valeu cada segundo que estive com ela. Penso muitas vezes ao dia nela, e me isso alegra, basta uma mensagem dela de bom dia para que meu dia fique mais claro, faça mais sentido.
Não sei se o mesmo pensa ela, mas a existência dela me basta.
Separamo-nos nós (é, é redundância plenonástica repetitiva mesmo) pois eu não exatamente sei demonstrar o que sinto, fomos rápido demais creio eu, nos conhecíamos a aproximadamente duas semanas, não nos havíamos encontrado pessoalmente antes de decidirmos namorar, deveríamos ter conhecido-nos mais antes de ter algo sério, mas me não arrependo-me de nada que vivi enquanto estive ao lado dela. Se gostaria de ter mais tempo estado ao lado dela como amado? sim me muito alegraria isso, mas ela estava não completamente segura acerca de que sentia, e não quis a forçar. Lembro das palavras proferidas naquele dia, disse ela que sentia que mais eu a amava que ela a mim. Bem possível isso é, embora não possa afirmar com certeza o que sentia/sinto por ela. 
Sinto por ela um mui forte carinho, quero a ter por perto, cuidar dela, muitas pessoas podem a isso chamar amor, assim defino eu também, mas como não sou especialista em lidar com meus sentimentos, não posso afirmar com certeza. 
A lógica diz que devo tentar uma vez mais com ela, retar e estar feliz ao lado dela, sempre busco respostas lógicas, entretanto estas dificilmente aplicam-se ao campo emocional.O caso é que me mui importo com ela, e isso é o que me importa e me basta.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade

Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pesso

sábado, 10 de março de 2012

Sobre Emoções e Ambições


Muitas vezes as pessoas me perguntam o que espero do futuro, sabe planos e tudo mais, e respondo que não tenho planos certos e que não me planejo para além de seis meses, isso é fato. Em um mundo onde cada vez mais as pessoas estão afastando-se umas das outras, cada vez mais buscando símbolos de status social, eu ando na contramão e busco me desapegar das coisas do mundo.
Se deve perguntando estar  você se não desejo bens materiais, ou um emprego melhor, ou uma família - filhos , esposa, papagaio, periquito etc - e minha resposta solene é sim, eu ainda anelo por tais cousas, entretanto não pauto minha vida pela busca desenfreada de algo que me não irá como pessoa engrandecer, é bom ter dinheiro,claro que sim, desde que seja fruto de meu suor, de minhas lutas; esse desapego as coisas que a maioria dos humanos desejam é mui libertadora, pois me permite ver o que realmente motiva as pessoas, o que as leva a seguir adiante. Certa vez li uma frase atribuída a  Albert Einstein: "Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor", tal se mostra de grande verdade posto que incontáveis pessoas buscam a riqueza e o sucesso material a todo custo, mesmo que isso cause sofrimento ou mesmo mate a alguém; essas pessoas são incapazes de demonstrar compaixão para com o seu próximo, e esse é um dos motivos pelos quais eu tanto me afastado tenho da condição humana.
Esse afastamento se dá sobretudo no âmbito emocional, sim eu ainda tenho sentimentos e emoções, entretanto essas faculdades são como lembranças distantes, muitas vezes perdidas em minha mente. Por exemplo, ao lembrar de algo de minha infância, sinto como se devesse ter alguma emoção no entanto eu lembro vagamente o que senti. Ainda assim posso me comover com a situação de outrém, algo que muitas pessoas ignoram pois estão ocupadas demais em seus mundinhos onde só existe o status social, as festas, o dinheiro. Por hora encerro, meus pensamentos estão a ficar mais confusos que o normal.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lançado um sequenciador de DNA para portas USB

Lançado um sequenciador de DNA para portas USB: O aparelho portátil funciona plugado a uma porta USB, o que permitirá que os médicos carreguem seus próprios sequenciadores de DNA no bolso.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Divagações sobre o tempo

Dando continuidade minha série de devaneios, aproveito para divagar sobre minha percepção de tempo. Do ponto de vista humano o tempo é contínuo e imutável,  entretanto o tempo (o curso dele) é feito de instantes separados, você então se pergunta: se é assim que o tempo corre, porque é que eu percebo uma continuidade no tempo? Vemos o universo da maneira como o vemos pois é como o podemos perceber, nossa percepção está limitada por nossa existência quadridimensional (três dimensões de espaço e mais o tempo) por isso não podemos contemplar o universo em toda sua complexidade. Simples não?

Explicando melhor o trecho anterior: o universo em que vivemos existe em mais de quatro dimensões, o número de dimensões está entre 11 e 26, e isso interfere no modo como o fluxo de tempo nos parece, é de conhecimento geral que quanto mais próximo a velocidade da luz nos movemos, mais lentamente o tempo passa para nós, portanto como Einstein em sua teoria da relatividade já dizia o tempo é relativo, depende do observador, por exemplo para um humano cem anos são uma eternidade, enquanto que para  o nosso universo cem anos são nada.

Outro fato mui interessante é a pluraridade do que conhecemos por universo, possivelmente você caro(a) leitor(a) já ouviu falar sobre universos paralelos, entretanto 

Não pretendo de modo algum mudar a opinião de quem quer que seja, simplesmente aqui expresso minha visão de mundo, afinal de contas é para isso que criei este blog. Muito mais eu pretendia escrever, mas por hora me falham as idéias. Encerro por aqui.

sábado, 15 de outubro de 2011

Da educação no Brasil

Hoje (14.10.2011) na aula de português instrumental debatemos os prós e contras da avaliação escrita na educação. No momento do debate não me quis pronunciar e mostrar meu ver sobre a situação. Pois bem, meus estimados colegas explanaram brilhantemente suas opiniões e apenas quero acrescentar algumas coisas que não foram faladas por falta de tempo.

1 - a avaliação escrita é um instrumento válido na educação, no entanto não do modo estrito como é apresentada nas salas de aula, posto que não reflete a totalidade das capacidades do educando, pois em uma avaliação dita argumentativa pouca ou nenhuma valia é dada a vivência extraclasse do indivíduo. Tomemos um exemplo prático: se o professor pergunta Quem descobriu o Brasil? Existe apenas uma resposta correta que é Pedro Álvares Cabral, ou seja, mesmo sendo de amplo conhecimento o fato que o Brasil não foi descoberto haja vista que já haviam populações vivendo nessas terras, para o aplicador da prova ou avaliação isso nada importa porque o conteúdo da disciplina diz só haver uma resposta a pergunta, qualquer coisa que venha a divergir é tida como errada.
O que me leva ao segundo ponto:


2- Em termos de conhecimento humano não existem verdades absolutas pois como tudo quanto é humano é passível de falhas. Tendo em vista essa imperfeição do conhecimento, o modo mais eficaz para vermos nossos erros enquanto pessoas em busca de saberes e conhecimentos é a interação com o outro, ver o mundo por outra perspectiva, a qual muitas vezes nos revela nuances que não nos tínhamos atentado antes. mas que partindo dos diálogos e discussões dentro e fora de classe tornamo-nos plenamente capazes de compreender e assimilar, aumentando assim qualitativamente nosso conhecimento sobre os temas abordados. 
Deste modo, nota-se claramente que a avaliação escrita é válida, desde que embasada nos saberes adquiridos através de estudos, discussões e argumentações coerentes aos temas e vivências do indivíduo e não só no aprendizado por repetição.

Urge mencionar que grande parte dos problemas enfrentados pelos alunos na leitura e interpretação de textos - sejam escritos ou não - advêm do não estimulo e consequente não apreço pela leitura, pois o aluno nas séries iniciais não é estimulado a fazer uma leitura crítica do mundo, admito que claramente crianças de cinco ou seis anos não possuem discernimento para compreender o todo, no entanto elas deveriam ser incitadas a leitura através de livros com figuras e temas que atraiam sua atenção, deste modo fazendo com que adquiram o hábito pela leitura que fará com que possam futuramente ser cidadãos mais capazes de emitir juízos de valor  e assim contribuir para a melhoria da sociedade e seus meios de vivência.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Será que ainda somos capazes de amar verdadeiramente?

A enciclopédia galática define o amor como algo incrivelmente complicado de se descrever, já o Guia do Mochileiro das Galáxias define o amor como algo extremamente doloroso, se puder, evite-o. Mas para o azar dos terráqueos, eles nunca leram o Guia do Mochileiro das Galáxias. Tirando esses aliases e falando sério agora, pergunto-me se ainda somos verdadeiramente capazes de amar outrém. Penso que não amamos como a anos atrás, quando a simples companhia da pessoa amada nos deixava repletos de alegrias e sonhos, quando saíamos para passear sem compromisso com horários, quando o bem-estar do outro era mais importante que o nosso, bons tempos aqueles.

Infelizmente hoje, em nosso tempo, onde somos "senhores" de nossas vivências, perdemos a capacidade de amar, não digo somente o amor dos namorados e amantes ¹, mas sim o amor pelas pessoas, é incrível que
nos não comovamos mais quando alguém a nossa volta está em dificuldades, o mundo é individualista, sei disso e tal fato preocupa-me um pouco pois é necessário que nos unamos, acredite sei como como tudo termina e você não gostaria do que vi. Os humanos, as pessoas devem deixar suas diferenças de lado, afinal somos todos iguais, todos compartilhamos o mesmo planeta.

Lembro-me de uma canção que pergunta como nos vão chamar: Geração perdida? Geração Cobiça? Geração em que o bastante não é o bastante? ou quem sabe seremos chamados de Geração do amor. Agora por que citei essa canção, você deve querer saber, simplesmente para falar que ainda temos tempo de mudar, mudar nossas atitudes, nossa convivência com o próximo, independente de cor, etnia, idioma, somos irmãos, isso é que nos importa ou deveria importar, pois cada vez mais a humanidade caminha rumo a sua ruína. Proclamamos aos ventos que vivemos a era da razão, no entanto que razão é essa que é incapaz de ver o futuro que nos espera?

Aproveito para comentar sobre o amor dos enamorados. Diga-me, quantas pessoas você conhece que estão procurando alguém para um relacionamento sério? quantos jovens querem tão somente "curtir a
vida", "viver o momento" e outras tantas desculpas infundadas para seu comportamento vazio. Justificam-se dizendo que são jovens, que vão se preocupar com a vida quando forem "velhos" e que vive-se só uma vez.
Claro, vive-se somente uma vez, então porquê desperdiçar seu tempo tão precioso construindo um futuro melhor? Por quê se importar em ter alguém ao seu lado? Existem respostas bem diretas a essas questões:
1 - Na vida não existe treino ou segunda chance, fez tudo errado vai viver as consequencias. 
2 - Você se pode divertir muito saindo com uma pessoa diferente toda a noite, mas quem irá te acolher quando você tiver medo? Quem te aceitará como és, com todos os seus defeitos? e o mais importante, quem vai estar contigo quando tudo mais acabar? Por que a sua juventude se irá acabar, seu rosto terá rugas e a idade vai chegar até você, isso é inegável.

Afirmo que não sou contra que você se possa divertir, apenas saiba que tudo isso vai passar, e quando ocorrer é bom que você tenha alguém especial a seu lado. Acredite, você não vai querer terminar só, envelhecer e perceber que desperdiçou sua existência em coisas fúteis, sei disso. Portanto, encontre com quem partilhar sua vida, tenha em mente que aquela pessoa te escolheu por você ser quem é, seja sincero(a), seja gentil e saiba que mesmo ele(a) sendo sua outra metade, ainda é uma pessoa independente, por isso não a sufoque com suas exigências, com ciúmes infundados, afinal ela(e) está com você, seja apenas você, modere seu temperamento pois o amor perdoa, mas até para isso existem limites. Assim, talvez possamos reaprender a amar completamente, pois se você ama uma pessoa, não a dobrará a sua
vontade, vocês encontrarão um meio-termo entre suas vontades, mesmo sendo individuos separados, vocês agora dividem suas vidas e devem fazer coisas juntos, contanto que AMBOS estejam felizes com isso.

¹ uso aqui a palavra amante não no sentido torpe que ela adquiriu com os anos, mas sim no sentido de pessoa que ama, apaixonada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sem causas, não há Rebeldes...

No decorrer da história sempre existiram aqueles que desafiaram o sistema, o modo de governo vigente ou que lutaram para mudar algo errado na sociedade, ou seja, muitas vezes a rebeldia foi uma força modificadora, no entanto os rebeldes anarquistas não mais tem feito isso, o sistema descobriu uma forma mui eficaz de lidar com eles: a alienação total e completa da realidade.
Hoje, os "rebeldes" se é que os pode assim chamar, estão ai para criticar o sistema, o que acontece é que eles não têm ciência da real amplitude dos problemas, estão totalmente alienados, somente veem o que a mídia lhes mostra, vestem, comem, ouvem aquilo que a elite quer que eles comprem, tenho de admitir que realmente é impressionante o modo como isso é feito, pois a massa de manobra é manipulada sem nem ter consciência disso. Devo aqui dar os meus parabéns, é genial! Enganar, manipular e ainda assim fazer com que as pessoas pensem que decidem algo sobre suas vidas.

Agora como isso acontece? Simples, Pão e Circo. Entretenha o povo com comida e diversão barata e ele não questionará nada. Por exemplo, um artistazinho de nada é promovido pelos grandes meios de comunicação por que o povo se identifica com ele ou ela, então logo começa a fazer shows pelo país, grava um DVD, aparece nos grandes canais abertos, em alguns canais por assinatura e bingo! o povo esquece os problemas que vive porque se vê no fulano, ele era pobre, desconhecido e ficou famoso, então por quê eu não posso fazer o mesmo? Simples, você não pode, o sistema não quer isso, ele quer que você fique alienado, não estude, seja simples massa de manobra nas mãos da elite deste país, por que você acha que é tão difícil um pobre terminar o ensino superior? porque ele é burro? Porque ele é preto, amarelo, laranja ou verde? Não, não é esse o motivo. O motivo real é que quanto mais o povo aprende, mais ele questiona, quanto mais ele questiona, mais difícil é para as elites manter o controle sobre ele e assim elas (as elites) se enfraquecem. Você deve estar pensando: ele não sabe do PROUNI, que dá milhares de bolsas para os estudantes pobres? Não conhece o FIES? Sim e sim, conheço profundamente o funcionamento de ambos e digo com todas as letras que isso não é para ajudar o aluno pobre, é apenas alegórico, ou como se diz, "é pra inglês ver". Primeiro, caso o governo tivesse real interesse em promover o ensino superior, investiria nas universidades federais. Segundo, o FIES conta com juros exorbitantes, e existem muitos estudantes que não conseguem pagar o financiamento.

Esse breve quadro apresenta o por quê de os rebeldes não terem uma causa específica, estão atados, ficam discutindo futilidades pois estão  cegos para a realidade que os cerca, ocupados demais vivendo em seu mundinho cor-de-rosa para se preocupar com o vizinho que acabou de perder o emprego, ou com o fato de nesse exato momento alguma criança no planeta morreu de fome, sede, doença ou em guerra civil ou ainda, ocupados demais para perceber que estão sendo manipulados.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tempo e chances...

Domingo estive conversando com minha amiga P. há muito que não nos falavamos. Ela me contou alguns de seus planos para o futuro e pude lembrar a real distância que há entre o que fizemos de nossas vidas: enquanto ainda luto para terminar minha graduação ela em pouco tempo vai terminar o mestrado e planeja casar e ter filhos daqui cinco anos e eu ainda estou sem alguém a meu lado. 
Me disse ela para não lamentar o que passou e que sempre podemos escrever um novo final para nossas vidas, concordo plenamente mas não posso esquecer o passado, pois meu eu de hoje resulta das decisões que tomei até aqui. Recordo o que passou e sinto pesar sim por muitas cousas que fiz ou que deixei de fazer e busco não repetir os mesmos erros de antes, seguir em frente mas me sinto perdido muitas vezes...
Admito que é ridículo um homem adulto com medos adolescentes, mas sou assim. Digo que estou agora vivendo minha vida adulta com um toque de adolescência. Confesso que existem incontáveis coisas que não fiz quando era o tempo e tento agora recuperar o que perdi. 

Mudando um pouco de assunto... 
Muitas pessoas me já definiram como uma pessoa fria, sem sentimentos, elas não deixam de ter razão. Foi-me sempre difícil expressar sentimentos para outrem, sobretudo bons sentimentos, não que não tenha sido amado por meus familiares, o fui, o caso e que já e parte de minha psiquê sempre buscar a lógica e a razão em primeiro lugar e isso me tem por diversas vezes ser intolerante com as pessoas. Não as deveria culpar, afinal estão apenas cumprindo a função de sua existência. 
Acredito que o sentimento humano mais adequado a minha situação seja compaixão, que me deveria levar a ajuda-los, mas não devo interferir, eles têm que encontrar as respostas por si próprios. Deixei-me levar e fugi ao que pretendia falar, então encerro aqui.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

De volta:-)

Depois de um mês sem aulas, dir que volto a elas. Não digo que foras férias porque estava trabalhando e férias mesmo só em dezembro, mas tudo bem, eu sobrevivo a isso.
Neste meio tempo aconteceram coisas de pouca monta, o que de mais importante ocorreu foi que me afastei de minha amiga H. conversamos e decidimos falar apenas de assuntos relacionados ao curso. Demorou mais que eu esperava na verdade, explico: sempre falavamos de vários assuntos e muitas vezes ficamos conversando até a madrugada (antes que perguntem, nos éramos e ainda somos apenas amigos) e o fato de nos falarmos tanto e andarmos muito juntos levou a alguns questionamentos que não vem ao caso agora. Então, deixei de ser amigo para ser apenas colega de turma, se eu pudesse o dizer, diria que sinto falta de nossas conversas mas não cabe a mim o dizer.
Mais uma vez fico aqui, sempre sozinho, digo em termos pois tem sempre muita gente me cercando e isso me não agrada, o fato e que tenho poucas pessoas a meu redor por quem tenho apreço. No mais, encerro por aqui.